Postado por Eduardo Nascimento em 19/fev/2016 -
O Instituto de Infectologia Emílio Ribas II, no Guarujá, organizou dias 12 e 13 de janeiro ciclo de palestras para orientação e conscientização de profissionais da saúde sobre a dengue, chikungunya e Zika vírus. A iniciativa contou cerca de 150 participantes, entre médicos, assistentes sociais, agentes comunitários, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, entre outros convidados da Baixada Santista.
Com apoio da Secretaria de Estado da Saúde, o ciclo de palestras teve lugar no campus Guarujá da Universidade UNAERP. Sob responsabilidade dos infectologistas Dr. Marcos Caseiro e Dr. Gustavo Pasquarelli, temas como situação epidemiológica, quadro clínico e tratamento das doenças foram abordados ao longo do evento.
Diretora técnica do Emílio Ribas II, Dra. Maria Odila Gomes Douglas ficou satisfeita com a adesão dos profissionais do Guarujá que participaram das palestras. “Pretendemos abordar o tema em toda a região. Nós somos referência em infectologia. Queremos mostrar como deve ser o atendimento e a utilização do hospital, com eficácia e rapidez”, destacou.
Durante o evento, o infectologista Dr. Marcos Caseiro falou sobre os efeitos da febre chikungunya e do Zika vírus, que apesar de não terem o mesmo grau letal da dengue, ocasionam sérias complicações. O Zika, por exemplo, ao infectar gestantes, está relacionado a casos de microcefalia nos recém-nascidos. Já o Dr. Gustavo Pasquarelli abordou a atenção no atendimento em casos de dengue, a importância da hidratação e ainda esclareceu dúvidas da plateia em relação a medicamentos, diagnóstico e fluxo de atendimento ao paciente.
FIM DE ANO
O mês de dezembro foi bastante agitado para os colaboradores do Instituto de Infectologia Emílio Ribas II. Em 23 de dezembro, por exemplo, os funcionários estiveram mobilizados para doação de brinquedos e produtos de higiene para o Grupo de Apoio à Prevenção à Aids da Baixada Santista (GAPA/BS).
Dias antes, em 18 de dezembro, o Coral da Igreja Batista Peniel esteve no Emílio Ribas II e emocionou pacientes, colaboradores e visitantes ao entoar cânticos religiosos e natalinos. Ala por ala, todo o hospital foi contagiado pela energia positiva propagada pelas vozes do grupo. Na oportunidade, o ERII presentou todos os pacientes com lembranças, como forma comemorar o Natal mesmo diante das adversidades oriundas da doença e da internação hospitalar.
No dia seguinte (19), foi a vez da unidade organizar a confraternização de fim de ano dos funcionários, cujo objetivo principal foi fortalecer os laços existentes e festejar os resultados obtidos ao longo do ano, a evolução e o crescimento.
Postado por Eduardo Nascimento em 12/fev/2016 -
O Centro de Estudos e Pesquisas de Hematologia e Oncologia da Faculdade de Medicina do ABC (CEPHO-FMABC), em Santo André (SP), está com vagas abertas em pesquisa clínica para tratamento de câncer de pele tipo melanoma. O atendimento é totalmente gratuito e terá duração de aproximadamente 24 meses. Podem se candidatar pacientes com mais de 18 anos, de ambos os sexos, com diagnóstico confirmado de melanoma e que já tenham realizado tratamento anterior com medicação específica (anticorpo monoclonal anti-CTLA-4, como o Ipilimumab).
O medicamento em estudo que será oferecido aos pacientes já é comercializado nos Estados Unidos, mas ainda não está disponível no Brasil. A utilização da droga é regulamentada pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) através do Programa de Acesso Expandido (legislação RDC 38/2013).
“Há quase 20 anos o CEPHO tem conduzido estudos clínicos com novos medicamentos, com objetivo de comprovar a eficácia no tratamento dos mais diversos tipos de câncer. São tratamentos de alto custo, alguns ainda não comercializados no país e que podem ser fornecidos gratuitamente à população por meio de ensaios clínicos fomentados pela indústria farmacêutica”, explica o biomédico e um dos coordenadores do CEPHO-FMABC, Douglas Felipe de Assis.
Interessados em participar do estudo sobre câncer de pele tipo melanoma devem entrar em contato pelo número (11) 4993-5491. Após triagem inicial por telefone, os pacientes que se enquadrarem nos perfis requeridos serão agendados para consulta preliminar, que definirá a inclusão ou não no protocolo de tratamento. Os atendimentos são feitos no próprio Centro de Estudos e Pesquisas de Hematologia e Oncologia, no campus da Faculdade de Medicina do ABC (Av. Príncipe de Gales, 821 – Santo André). Mais informações pelo e-mail contato@cepho.org.br ou no site www.pesquisaoncologia.com.br.
MELANOMA
Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o prognóstico do câncer de pele tipo melanoma pode ser considerado bom quando a detecção ocorre em estágios iniciais da doença. Trata-se de um tipo de câncer de pele que tem origem nos melanócitos (células produtoras de melanina, substância que determina a cor da pele) e tem predominância em adultos brancos. Embora o câncer de pele seja o mais frequente no Brasil e corresponda a 25% de todos os tumores malignos registrados no país, o melanoma representa apenas 4% das neoplasias malignas do órgão. Entretanto, é o tipo mais grave devido à alta possibilidade de metástase – ou seja, de se espalhar para outras partes do organismo.
No Brasil foram 1.559 mortes em 2013, 910 homens e 649 mulheres. O INCA estima 5.670 novos casos da doença em 2016 – sendo 3.000 homens e 2.670 mulheres.
SEGURANÇA
Antes de iniciar qualquer pesquisa, o Centro de Estudos e Pesquisas de Hematologia e Oncologia da FMABC submete o protocolo ao Comitê de Ética em Pesquisa da instituição. Quando aprovado, toda a documentação é encaminhada para análise e aprovação da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP), em Brasília. Somente após parecer positivo da CONEP tem início a triagem dos pacientes que poderão participar da pesquisa. Trata-se de procedimento extremamente relevante, pois garante que os estudos são conduzidos com seriedade e dentro das normais legais estabelecidas.
Postado por Eduardo Nascimento em 12/fev/2016 -
Hanseníase tem cura, desde que o tratamento seja feito com seriedade e levado até o final. Em São Bernardo, o Programa Municipal Controle da Hanseníase atinge 100% de cura nos casos que são tratados e acompanhados pela rede municipal de saúde. Porém, a falta de informação ainda gera preconceito.
A hanseníase é uma doença infectocontagiosa causada por uma bactéria. As pessoas devem ficar atentas aos primeiros sintomas: manchas na pele que não doem, não incomodam e não coçam, dormência, formigamento, queda de pelos no local e falta de sensibilidade. Quanto mais cedo começa o tratamento, mais rápida é a cura.
Além da área médica, o programa conta com terapeuta ocupacional, assistente social e uma sapataria ortopédica para atender os pacientes. “Há muito preconceito por conta da falta de informação sobre a doença. Tanto que temos a assistente social para ajudar esses pacientes a se reintegrarem no mercado de trabalho”, disse a coordenadora do Programa Municipal de Controle da Hanseníase, Dra. Carolina Barbosa Pellegrini Penna.
Segundo a médica, há casos de pacientes que escondem a doença da família por medo de serem discriminados. “Por conta disso, pessoas com sintomas evitam o diagnóstico, pois têm medo da reação das pessoas. Lembrando que, no Brasil, pacientes com hanseníase eram tratados em hospitais colônia e afastados do convívio social”, lembrou Dra. Carolina.
A coordenadora destacou que quanto mais precoce o diagnóstico, maiores as chances de cura. “A pessoa pode ter o bacilo causador da doença e não saber, pois ele pode ficar encubado até sete anos sem se manifestar. A partir do diagnóstico, é necessário fazer exames nas pessoas que convivem com o paciente”, explicou.
A duração do tratamento depende do tipo de hanseníase e varia entre seis e 12 meses. Além disso, depois da alta médica, o programa ainda faz monitoramento de até cinco anos para evitar que a doença retorne.
SITUAÇÃO ESTÁVEL
Em São Bernardo, a quantidade de casos da doença é considerada estável. Em 2014 foram registrados 42 casos, sendo 31 novos. Em 2015, 34 casos, sedo 29 novos. “Há uma busca ativa por novos casos. As UBSs fazem campanhas de diagnóstico precoce, fazemos treinamento de agentes comunitários de saúde e de enfermeiros para que eles conheçam os sintomas da doença e encaminhem os possíveis casos positivos ao programa”, disse a coordenadora Dra. Carolina Barbosa Pellegrini Penna.
A transmissão da hanseníase acontece pelas vias respiratórias e, algumas vezes, pelo contato com lesões na pele. Para haver a transmissão é preciso conviver muito tempo com um portador que não esteja em tratamento. A hanseníase não mata, mas pode deixar sequelas graves, como atrofia e paralisia das mãos e pés. Nos olhos podem aparecer irritações, ardência, dores e até cegueira se a doença não for tratada.
Mais informações podem ser obtidas no Programa Municipal de Controle da Hanseníase por meio dos telefones 4353-1561 ou 4353-1562.
Postado por Eduardo Nascimento em 12/fev/2016 -
O Programa de Residência Médica em Psiquiatria da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) acaba de ser credenciado na categoria ‘A’ pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) – ou seja, o maior nível de excelência na classificação da ABP. Com 76 médicos psiquiatras já formados e prestes a completar 15 anos de história, o programa da FMABC mantém parcerias junto às prefeituras de Santo André, São Bernardo, São Caetano e Diadema, além de contar com ambulatórios específicos no próprio campus da faculdade.

O coordenador do Programa de Residência Médica em Psiquiatria da Faculdade de Medicina do ABC, Dr. Danilo Antonio Baltieri
“Nosso Programa de Residência Médica em Psiquiatria teve início formalmente em 2002. Entretanto, um ano antes as disciplinas de Psiquiatria e de Psicologia Médica já desenvolviam um programa de estágio. Portanto, são 15 anos de funcionamento, pelos quais o programa foi se aperfeiçoando, criando serviços especializados e estabelecendo parcerias em benefício do ensino e da população assistida”, resume o coordenador do Programa de Residência Médica em Psiquiatria da Faculdade de Medicina do ABC, Dr. Danilo Antonio Baltieri.
Com duração de três anos, a residência em Psiquiatria da FMABC oferece 8 vagas anualmente e funciona conforme as normas da Comissão Nacional de Residência Médica. Durante a formação, os médicos residentes realizam estágio pelos mais diversos serviços e subespecialidades, como serviços de emergências psiquiátricas, enfermarias psiquiátricas inseridas em hospitais gerais, reabilitação em psiquiatria e ambulatório de psiquiatria geral, além de ambulatórios especializados em transtornos do humor, psicogeriatria, psiquiatria da infância e adolescência, transtornos da sexualidade, clínica forense e interconsulta psiquiátrica.
CLASSIFICAÇÃO ‘A’
Conforme comunicado conjunto, a comissão que coordena as provas práticas para obtenção do Título de Especialista em Psiquiatria da ABP e a Diretoria da associação informaram que o Programa de Residência Médica da Faculdade de Medicina do ABC “atingiu percentual de 76,77, portanto, está acreditado pela ABP, com classificação ‘A’, ou seja, apto a aplicar a prova prática, etapa para obtenção do Título de Especialista em Psiquiatria da ABP, e apto a emitir o certificado de Proficiência Prática em Psiquiatria”.
“A classificação ‘A’ é o reconhecimento da Associação Brasileira de Psiquiatria a respeito da qualidade do Programa de Residência em Psiquiatria da FMABC. Essa conquista foi construída através da seriedade e do rigor com que os trabalhos são conduzidos em nossa instituição”, destaca Dr. Danilo Baltieri, que explica como funciona a aplicação de provas práticas: “Médicos provenientes de programas de residência médica em Psiquiatria que não foram acreditados pela Associação Brasileira de Psiquiatria precisam se inscrever em algum serviço credenciado para realização de prova prática, com critérios definidos pela própria ABP. Já estamos trabalhando para que a Faculdade de Medicina do ABC inicie neste ano a aplicação deste tipo de avaliação”.
Postado por Eduardo Nascimento em 12/fev/2016 -
Parceria entre Prefeitura, Fundação do ABC e Complexo Irmã Dulce, o Centro de Nefrologia de Praia Grande – Nefro PG – foi inaugurado em 19 de janeiro e atende pacientes diagnosticados com problemas de insuficiência renal, encaminhados via rede pública de saúde. Trata-se da primeira fase do serviço, que inclui avaliação por equipe multidisciplinar, exames e cadastro para eventual tratamento de hemodiálise, que deve ser homologado pelo Ministério da Saúde em até 120 dias. Para quem já está em atendimento na unidade, a iniciativa tem proporcionado mudanças significativas na qualidade de vida.
Há 3 anos, o aposentado Antonio José dos Santos é atendido por nefrologista no Centro de Especialidades Médicas e Assistência Social (CEMAS), onde são realizadas consultas em diversas especialidades médicas. “Lá no CEMAS nós ficávamos todos em um mesmo ambiente, junto com as pessoas que esperam por atendimento com outros médicos. Com esse novo local, estamos mais bem acomodados e o atendimento é muito melhor”, considera.
O funcionário público Abel de Jesus dos Reis acompanha o pai, José Clarindo dos Reis, que também recebia atendimento pré-dialítico no CEMAS e igualmente destacou as vantagens do novo serviço. “Estamos muito satisfeitos com esse novo prédio. Realmente é preciso haver uma atenção melhor para os portadores dessa doença”, avalia.
De acordo com o nefrologista responsável pelo serviço no Nefro PG, Marcus Vinícius Paiva Cavalcante Moreira, o atendimento pré-dialítico e a hemodiálise são conquistas importantes para o município e região. “Os portadores de insuficiência renal já têm um melhor atendimento e maior conforto no tratamento. Mas o intuito é investir, principalmente, na medicina preventiva, para que o paciente não necessite da hemodiálise, que é o último estágio do tratamento, ou até mesmo perca o rim. Para isso, vamos acompanhar e dar suporte no atendimento de casos nas unidades básicas de saúde”, ressaltou.
Com o atendimento iniciado já na rede básica, haverá maior atenção aos pacientes propensos às doenças renais. Segundo o médico, portadores de hipertensão arterial e diabéticos têm maiores chances de desenvolver o problema. “Precisamos tratar e orientar esses pacientes, para evitar que desenvolvam a primeira fase da insuficiência renal, quando o rim começa a apresentar algumas alterações”.
A prática de exercícios físicos, a ingestão regular de água e menos líquidos adocicados, como refrigerantes e sucos artificiais, além de uma dieta saudável, com menos sal, açúcar, frituras e gorduras, são algumas das recomendações para prevenir problemas nos rins. Para os diabéticos e hipertensos, a orientação é para que também façam exames periódicos de urina e creatinina, que podem detectar precocemente qualquer variação no órgão.
A equipe multidisciplinar do Nefro PG é composta por médicos nefrologistas (adulto e pediátrico), enfermeiro, psicólogo, nutricionista e assistente social. O local funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, na Avenida Presidente Costa e Silva, 1.389, no Bairro Boqueirão.
Postado por Eduardo Nascimento em 05/fev/2016 -
São Bernardo do Campo conta com mais um importante equipamento de saúde. Inaugurada pelo prefeito Luiz Marinho em 4 de fevereiro, a Policlínica Alvarenga é a primeira da cidade a abrigar especialidades médicas e funciona no mesmo prédio da Unidade Básica de Saúde (UBS) Alvarenga, que foi ampliada e reformada. Financiadas pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), as obras custaram cerca de R$ 3,2 milhões.
Moradores da região atendida pela UBS comemoraram a entrega dos equipamentos. “O prédio precisava mesmo dessa reforma. Esperamos que seja mantida também a qualidade no atendimento”, disse a dona de casa Marineusa Miranda, 47 anos, moradora do Jardim Thelma.
Também participaram da cerimônia de entrega os secretários Odete Gialdi (Saúde), Tarcisio Secoli (Coordenação Governamental e responsável por Serviços Urbanos) e Nilza Oliveira (Orçamento Participativo). O ex-ministro da Saúde e ex-secretário em São Bernardo Arthur Chioro prestigiou o evento, que reuniu cerca de 300 pessoas. As duas unidades começaram a atender à população no dia seguinte, a partir das 8h.
Durante a cerimônia, o chefe do Executivo falou dos investimentos realizados em várias frentes, não apenas na área da Saúde. “Ao fazer a reestruturação das UBSs, construir o Hospital Municipal de Clínicas, escolas e corredores de ônibus, estamos pensando no futuro e bem-estar de nossas crianças, adultos e idosos”.
POLICLÍNICA
O local oferece especialidades de neurologia, ortopedia, dermatologia, pneumologia, cardiologia, oftalmologia, endocrinologia, homeopatia, acupuntura, nutrição e nefrologia. A unidade será referência para 240 mil moradores que são atendidos nas UBSs Alvarenga, Ipê, Oliveiras, União, Orquídeas, Alves Dias, Vila Marchi, Jardim Nazareth e Vila Rosa.
O espaço conta com 11 consultórios, além de sala de imobilização ortopédica e sala zen, com boxes para acupuntura. O atendimento será organizado de modo a priorizar as linhas de cuidado, como diabetes, hipertensão e outras doenças crônicas, paralelamente ao serviço da Atenção Básica e com equipes multiprofissionais.
Outras duas clínicas serão entregues ainda neste ano: a do Centro (Avenida Armando Ítalo Setti, 402), que está sendo reformada e ampliada, e a Policlínica de Reabilitação (reforma), na Rua Warner, 300, no Jardim Hollywood. Esta última realiza em média 4.400 atendimentos mensais.
REFORMA
O antigo prédio da UBS Alvarenga estava em condição precária, com piso avariado e problemas no sistema elétrico e hidráulico. Após a reforma, a UBS passou a ter 11 consultórios médicos, duas salas de saúde mental, sala de vacina, duas salas multiprofissionais, escovódromo, banheiros adaptados, fraldário, sala da comunidade, brinquedoteca e sala de odontologia, entre outros espaços.
A unidade tem 52 mil usuários cadastrados e é referência para os moradores dos bairros Alvarenga, Jardim Cláudia, Cantareira, Jardim Telma, Nosso Lar, Monte Sião, Vila Vitória, Sítio Bom Jesus, Esmeralda, parte do Jardim do Lago, Santa Mônica, Campestre e Parque Havaí. Na UBS são atendidos, em média, 350 pacientes por dia.
Agora, a unidade passa a contar também com cinco equipes de Saúde da Família ampliada – com cinco médicos generalistas, dois clínicos, dois pediatras e dois ginecologistas. A equipe de saúde bucal dobrou, de duas para quatro. Agora são quatro dentistas, quatro técnicos de saúde bucal e quatro auxiliares de saúde bucal.
A rede municipal de Atenção Básica passa por reformas desde 2009. Com reforma da UBS, sobe para 32 o número de unidades entregues pela atual Administração. Além da implantação da UBS Jardim das Oliveiras, em 2009, foram reformadas e ampliadas as unidades Silvina, Santa Cruz, São Pedro, Ferrazópolis, Fincos, Taboão, Pauliceia, Orquídeas, Planalto, Nazareth, Alves Dias, Parque São Bernardo, Selecta, Represa, Vila Euclides, Farina, Jordanópolis, Vila Marchi, Demarchi, União, Riacho Grande, Baeta Neves, Caminho do Mar, Vila Dayse, Ipê, Leblon e Vila Dayse.
Também foram construídas novas sedes para as UBSs Batistini e Rudge Ramos e inauguradas duas novas unidades, a do Montanhão e do Areião. As obras de reforma e ampliação da UBS Vila Rosa deverão ser iniciadas no primeiro semestre de 2016.
Postado por Eduardo Nascimento em 05/fev/2016 -
Dengue, chikungunya e zika passam de pessoa para pessoa? Que tipo de repelente devo usar? Existem outras formas de se precaver? Qual a idade gestacional que oferece risco ao bebê no caso de microcefalia? Essas e outras perguntas foram esclarecidas por profissionais na primeira palestra especial para gestantes realizada pela Secretaria de Saúde da Prefeitura de São Caetano em 19 de janeiro, no auditório do Hospital Infantil e Maternidade Márcia Braido. A iniciativa do Programa Sanca Contra a Dengue fornece informações fundamentais às futuras mamães a respeito dos sintomas, tratamentos e prevenção contra o Aedes aegypti, mosquito transmissor das doenças.
Na abertura do ciclo, o secretário municipal de Saúde, Jesus Adalberto Gutierrez, ressaltou que a ação visa tranquilizar as gestantes e tirar muitas dúvidas. “Esse assunto está nos jornais diariamente. E a gestão do prefeito Paulo Pinheiro segue com a ideia de que a prevenção é a única arma de combate. Para isso, lançou o Sanca Contra a Dengue, que inclui as palestras para gestantes, um pedido das próprias mulheres que usam o serviço de saúde. São Caetano está unida e preparada para vencer essa guerra”.
As participantes assistiram a um vídeo sobre maternidade. Em seguida, Lucy Cavalcanti Ramos Vasconcelos, infectologista e coordenadora do Centro de Prevenção e Assistência às Doenças Infecciosas (Cepadi), discorreu sobre epidemias de arboviroses no Brasil, com foco na dengue, chikungunya e zika, que têm o Aedes aegypti como vetor responsável, e as principais dicas de prevenção. Já Maria de Lourdes Asencio Milani, pediatra e médica sanitarista da Vigilância Epidemiológica – setor que cuida do controle das doenças de transmissão –, falou da atuação da Patrulha Contra a Dengue e o que pode ser feito em casa.
Por fim, Luis Eduardo Utrera Martins, ginecologista e obstetra, coordenador da Maternidade do Hospital Euryclides de Jesus Zerbini, conduziu visita monitorada por equipe multiprofissional. As gestantes puderam conhecer as instalações da maternidade, percorrendo o caminho que farão no dia do parto humanizado. “As futuras mamães da cidade contam com toda a atenção necessária e estrutura invejável. O sistema nervoso central do bebê se forma no primeiro trimestre de gestação. O risco de microcefalia está nesta fase. Acima de 12/13 semanas, podem ficar tranquilas. O cérebro já cresceu. Não temos nenhum caso registrado. Porém, devemos ficar atentos”, observou.
Cintia Simone Cazemiro, 39 anos, do Bairro Boa Vista, grávida de 38 semanas, aprovou a palestra. “Foi excelente. Vou usar o repelente correto e roupas longas”, disse. Simone Bispo Martins, 31 anos, do Bairro Nova Gerty, de 15 semanas, saiu do evento mais tranquila e elogiou as acomodações da maternidade. “Maravilhosa. Adorei a sala de trabalho de parto. Aprendi as formas de contaminação. Neste momento de insegurança, foi importantíssimo”, concluiu. Daniela Jordão, 24 anos, do Bairro Santo Antônio, de 12 semanas, afirmou que vai cobrar atitude dos vizinhos. “80% dos focos de criadouros do mosquito transmissor estão dentro dos imóveis. É um dever de todos nós. Minha única preocupação é contrair zika no começo da gravidez. Gostei de ver que a UTI Neonatal fica próxima dos quartos das pacientes”.
Atualmente, cerca de 300 moradoras fazem o pré-natal na Rede Municipal de Saúde. As apresentações do Sanca Contra a Dengue já têm novas datas agendadas. O endereço do Hospital Infantil e Maternidade Márcia Braido é Rua Luiz Louzã, 48, Bairro Olímpico. As inscrições são gratuitas pelo telefone (11) 4228-8000 (ramais 8045 e 8176).
Postado por Eduardo Nascimento em 05/fev/2016 -
A Residência Terapêutica Feminina Casa das Violetas, em São Bernardo, esteve em festa na manhã de 26 de janeiro para receber uma nova moradora. Rosa Lopes de Oliveira Silva, 78 anos, esteve internada nos últimos dois anos no Hospital Psiquiátrico Vera Cruz, em Sorocaba, mas a partir de agora vai morar com outras nove mulheres. É a chance de uma nova vida para uma mulher que passou praticamente 30 anos – desde 1986 – internada em hospitais psiquiátricos.
A chegada de Rosa era aguardada com ansiedade pela moradora Maria do Perpétuo Socorro Sobral de Matos Carvalho, 60, que viveu com Rosa no Pavilhão 7 do hospital psiquiátrico do Interior nos últimos anos. Ali se tornaram amigas quase inseparáveis.
A nova moradora foi recebida com churrasco, refrigerante e música. Ganhou um abraço carinhoso de Maria do Perpétuo, que se levantou com dificuldade e foi amparada por terapeutas ocupacionais. “É a minha amiga. Gosto muito dela”, disse.
Rosa tem histórico de 29 anos de internações em hospitais psiquiátricos e aguardava pela desinternação desde 2009, ocupando setor específico da unidade em Sorocaba, com pessoas na mesma situação. Foi lá que, em 2014, conheceu Maria do Perpétuo.
JUNTAS NOVAMENTE
Um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado entre a Prefeitura de Sorocaba e o Ministério Público determinou o fechamento dos hospitais psiquiátricos da cidade e o tratamento dos pacientes em meio aberto. Um irmão de Maria do Perpétuo foi localizado em São Bernardo e ela seguiu para a Residência Terapêutica para ficar próxima da família. Como não foram localizados familiares de Rosa, decidiu-se por manter as amigas juntas em São Bernardo.
Maria do Perpétuo lembrou que, enquanto estavam no hospital psiquiátrico, era Rosa quem a ajudava a levantar da cama e, por vezes, buscava água para ela. “Vivíamos em um quarto com outras sete pessoas, mas a Rosa é de quem mais gosto. Às vezes a gente passeava pelo hospital”, lembrou. As duas vão dividir um quarto no andar térreo na nova casa.
São Bernardo conta com seis Residências Terapêuticas, sendo quatro masculinas e duas femininas, que abrigam mais de 50 moradores – pacientes que viveram por décadas em hospitais psiquiátricos. O processo de desinternação teve início em 2009 na cidade, com objetivo de realizar o tratamento individual e em sociedade. “Contamos com toda a rede de saúde como retaguarda para esses moradores. É um trabalho integrado e multiprofissional que tem por objetivo auxiliá-los no resgate da autonomia e da autoestima”, explicou a coordenadora de oficina terapêutica Maria Aparecida Nardini da Silva.
A profissional lembrou que atualmente a rede de saúde conta com os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que desenvolvem projetos terapêuticos individuais, além de ofertar oficina de artes e grupos de discussão. “Com isso conseguimos resgatar a identidade e descobrir a necessidade de cada um. É preciso criar condições e incentivá-los a tomar decisões, como que roupa vestir, o que comer, quais passeios querem fazer. Isso não ocorria nos hospitais”, disse.
Postado por Eduardo Nascimento em 05/fev/2016 -
Em seis anos, quase triplicou o número de pessoas beneficiadas pela Estratégia Saúde da Família (ESF) de São Bernardo, que desenvolve ações de Atenção Básica e prevenção nas comunidades. Em 2009, 203 mil pessoas eram cadastradas e recebiam regularmente a visita dos Agentes Comunitários de Saúde. Agora são cerca de 586 mil.
Atualmente, a estratégia está presente em 100% do território da cidade e conta com 125 equipes de Saúde da Família formadas por médico, enfermeiro, auxiliar e técnico de enfermagem, agentes comunitários, dentista e auxiliar e técnico de saúde bucal. “O principal ganho é que passamos a olhar de maneira ampliada para a saúde de cada indivíduo. Não é apenas uma consulta médica, mas também a prevenção, os cuidados com a alimentação, o incentivo à prática de atividades físicas nas próprias UBSs (por meio do programa De Bem com a Vida). E isso se reflete na qualidade de vida de cada família e pode ser observado na melhoria de vários indicadores”, explica a diretora do Departamento de Atenção Básica Isabel Fuentes.
Graças ao trabalho de prevenção, São Bernardo registrou queda na taxa de mortalidade precoce da população com idade entre 30 e 69 anos por doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão, diabetes, câncer e doenças respiratórias. Em 2009, eram 311,15 óbitos para cada 100 mil habitantes. Em 2014, o índice caiu para 278,55, segundo dados preliminares. No mesmo período e para a faixa etária de 30 a 59 anos, também houve diminuição nas taxas de internação em decorrência de AVC (Acidente Vascular Cerebral) de 7,35 para 4,75 internações para cada 10 mil habitantes.
Os agentes comunitários são fundamentais nesse processo e, mais do que aproximar o cidadão e a rede municipal, atuam como educadores de saúde. São eles que identificam as necessidades dos integrantes de cada família e atuam para viabilizar o cuidado, que muitas vezes exige a presença do médico ou do enfermeiro na casa do munícipe. “Isso aproxima ainda mais a equipe que trabalha na UBS da realidade dos pacientes que ela atende. O vínculo é importante para promover o cuidado. É preciso que se estabeleça uma relação de confiança”, explica a diretora do departamento de Atenção Básica.
AGENTES DE SAÚDE
A dona de casa Elenice Nunes da Silva, moradora do bairro Montanhão, não cuidava de sua saúde, até sofrer com um aneurisma, há oito anos. “Foi só assim que descobri que tinha pressão alta”. Desde que passou a ser atendida pela Estratégia de Saúde da Família, Elenice diz que está com a saúde em dia graças à ajuda da agente comunitária Maria Jance Dermival. “Ela faz tudo pela gente, se preocupa, pergunta se estou tomando os remédios. Meu irmão também é hipertenso e começou o tratamento. Só tenho elogios”, comenta. Na UBS, recentemente ela fez os exames preventivos contra o câncer de mama e de colo de útero e faz tratamento de saúde bucal.
Maria Jance é uma das cerca de 900 agentes comunitárias que atuam na cidade e que, no ano passado, realizaram 83.757 visitas domiciliares. “Temos um olhar especial para as doenças crônicas, crianças, gestantes, idosos e pessoas acamadas. Temos que observar o todo, ver se as vacinas estão em dia, orientar sobre a dengue. É gratificante quando vemos o resultado”.
Postado por Eduardo Nascimento em 29/jan/2016 -
Entre 2014 e 2015, os agentes de controle de zoonoses da Prefeitura de São Bernardo mais do que dobraram o número de visitas a domicílios do município na busca por criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika vírus e chikungunya. O resultado é fruto da intensificação das ações de combate à dengue implementadas na cidade.
Conforme levantamento da Secretaria de Saúde, os agentes realizaram 42 mil visitas em 2014, número que saltou para 87 mil em 2015. Dessas, 62 mil foram realizadas entre agosto e dezembro, período em que a Secretaria intensificou o trabalho de combate ao mosquito. Também no ano passado foram eliminados 2.527 focos do mosquito na cidade, contra 1.299 em 2014.
De acordo com a coordenadora de Controle da Dengue de São Bernardo, Ericka Avibar, em 2015 as ações, além de intensificadas, foram antecipadas. “Esses trabalhos são tradicionalmente iniciados em novembro, mas começamos em agosto, durante o inverno, pelos bairros com maior número de casos da doença. Percorremos bairros nas regiões da Vila São Pedro, Parque São Bernardo, Batistini, Ferrazópolis, Rudge Ramos, Chácara Inglesa, Pauliceia e Jordanópolis, por exemplo”.
Além disso, os agentes de controle de zoonoses notaram que a resistência dos moradores em deixá-los entrar nas residências diminuiu. Em fevereiro de 2015, durante ação de nebulização na Chácara Inglesa, foram registradas 80 recusas. Em novembro do mesmo ano, esse número caiu para oito.
A coordenadora ressaltou que é importante que todos os moradores estejam engajados na luta contra o mosquito e que abram as residências para que os agentes façam a busca por possíveis criadouros. “Há uma estimativa do Ministério da Saúde de que 80% dos criadouros estão nos domicílios. Um pequeno descuido é o suficiente para que a água se acumule e o mosquito ponha os ovos”, alertou.
Neste ano, as ações começaram pelo Bairro Taboão, onde, desde o início de janeiro, foram vistoriados 3.579 imóveis, contabilizando 362 recusas (10,11% do total). Em casa, os moradores devem observar as caixas d’água (que devem permanecer cobertas), garrafas (sempre guardadas com o bocal para baixo), pneus e recipientes usados para estocar água para reuso. A população pode usar o Disque-Dengue (0800-195565) para informar sobre possíveis focos do mosquito.