CHM de Santo André promove treinamento para equipes de Enfermagem

Postado por Maíra Oliveira em 01/jul/2021 -

Atividades in loco foram adaptadas para evitar aglomerações e capacitaram 350 profissionais da Enfermagem por mês no primeiro semestre de 2021

 

Atividade sobre atendimento de paradas cardiorrespiratórias – Foto: Divulgação/CHMSA

Mesmo em meio à pandemia de Covid-19, o serviço de Educação Permanente do Centro Hospitalar Municipal de Santo André (CHMSA) não mediu esforços para aperfeiçoar o conhecimento das equipes de enfermagem. No primeiro semestre de 2021, 350 funcionários participaram dos treinamentos mensalmente, com foco na segurança e qualidade da assistência prestada à população.

“As atividades realizadas in loco mereceram cuidados para evitar aglomerações e garantir a segurança das equipes participantes. Com isso, atingimos maior envolvimento dos profissionais”, explica Cristiane Sanchez Morine, coordenadora de Educação Permanente do CHMSA.

Os treinamentos abordaram temas gerais e específicos para determinados setores do hospital. Entre eles: Hemodiálise; Boas Práticas com Equipamentos; Cultura de Segurança do Paciente e Eventos Adversos; Boas Práticas para Coleta Laboratorial; Manuseio do SisOnline; Equipo Dial-A-Flow; Balanço Hídrico; Bomba de Infusão; Escalas de Avaliação para Enfermeiros; Higiene das Mãos; Uso de Sedativos; Procedimentos Pós-Óbito; Monitor Multiparâmetros; e Prevenção de Lesão por Pressão.

Em parceria com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), em maio teve início treinamento para o atendimento em casos de parada cardiorrespiratória. Primeiramente, os participantes assistiram à exposição teórica para lembrar dos fundamentos e realizaram atividade para verificar o aprendizado para, então, participarem de aula prática com a utilização dos bonecos de simulação realística.

“A educação permanente é essencial para o desenvolvimento profissional e a transformação do processo de trabalho”, destaca Carmen Isabel Domingues de Souza, diretora de Enfermagem do CHMSA.

Dia Mundial do Vitiligo reforça importância do combate ao preconceito

Postado por Maíra Oliveira em 25/jun/2021 -

Doença dermatológica benigna, vitiligo atinge pigmentação natural da pele e não é contagioso 

 

De causa desconhecida, o vitiligo atinge cerca de 1% da população mundial e caracteriza-se pela perda da pigmentação natural da pele – Foto: Freepik

Organizado todo 25 de junho, o Dia Mundial do Vitiligo abre espaço para ampliar a divulgação e os esclarecimentos sobre essa doença dermatológica, pela qual muitos pacientes ainda são vítimas de preconceito. De causa desconhecida, o vitiligo atinge cerca de 1% da população mundial e caracteriza-se pela perda da pigmentação natural da pele – ou seja, promove a destruição das células que determinam a cor da pele, levando ao aparecimento de manchas brancas de diferentes formatos e em qualquer parte do corpo.

“É importante deixar claro que o vitiligo é uma doença benigna, não contagiosa e que não prejudica a saúde do paciente”, informa a professora de Dermatologia do Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC, Dra. Cristina Laczynski.

As causas do vitiligo ainda não são totalmente conhecidas. Contudo, fatores psicológicos, genéticos, relacionados à imunidade do indivíduo e a agressão por radicais livres podem predispor o aparecimento da doença. Estresse e traumas emocionais também podem desencadear ou agravar o vitiligo.

Hoje são muitos os tratamentos disponíveis, como no caso de medicações e de fototerapia – quando o paciente é colocado em uma cabine especial e recebe luz ultravioleta A ou B para estimular a repigmentação da pele afetada pelo vitiligo. Outras técnicas possíveis são a curetagem (um tipo de raspagem da pele esbranquiçada que estimula a repigmentação) e a cirurgia de transplante de pele (sob anestesia local, células saudáveis de pele são transplantadas para as áreas com vitiligo).

FUABC apoia Prefeitura de Itatiba na vacinação contra a Covid-19

Postado por Eduardo Nascimento em 25/jun/2021 -

Imunização contra a Covid-19 foi descentralizada para as unidades de saúde municipais

 

Somente na semana de 21 de junho foram mais de 7.500 doses aplicadas na população itatibense

Com apoio das equipes assistenciais da Fundação do ABC, a Prefeitura de Itatiba ampliou o número de postos de vacinação contra a Covid-19, beneficiando ainda mais munícipes em meio ao enfrentamento à pandemia do novo coronavírus. A descentralização da campanha para as unidades de saúde municipais foi a estratégia adotada pela Secretaria de Saúde para aumentar a cobertura vacinal na cidade, que atualmente encontra-se com quase 40% da população vacinada com a primeira dose.

Somente na semana de 21 de junho foram mais de 7.500 doses aplicadas na população itatibense. Entre os públicos contemplados no período estiveram professores, profissionais da Saúde e população em geral com idade a partir de 43 anos.

“A ampliação dos postos de vacinação garante acesso mais rápido ao cidadão, que pode ser imunizado na unidade de saúde mais próxima de sua casa. Além disso, seguimos realizando a campanha de vacinação contra a gripe H1N1 paralelamente à imunização contra a Covid-19, respeitando os prazos de aplicação entre as vacinas”, informa o gerente administrativo FUABC no contrato de Itatiba, Caio Arato.

Com taxas de ocupação de leitos na UTI Covid-19 acima de 80%, a Prefeitura de Itatiba segue com o apelo à população para evitar reuniões com familiares, festas e sair de casa se não for necessário, especialmente nesse momento de aumento dos casos. A Administração ressalta, ainda, a importância de se usar máscara, mesmo já tendo sido vacinado, de lavar as mãos com frequência – com água e sabão – e da higienização com álcool gel sempre que possível.

 

PARCERIA DE SUCESSO

A parceria entre a Prefeitura de Itatiba e a Fundação do ABC teve início em meados de 2017, quando a Central de Convênios FUABC assumiu a gestão do programa Estratégia Saúde da Família (ESF) do município. O contrato engloba 20 equipes de ESF e duas equipes do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF). Conforme relatório de atividades, em 2020 o contrato registrou mais de 123 mil consultas e atendimentos realizados, além de quase 62 mil procedimentos odontológicos.

Receitas da Fundação do ABC crescem 24,7% em 2020

Postado por Maíra Oliveira em 24/jun/2021 -

Protagonista no combate à pandemia, entidade gerencia 1.188 leitos de Covid-19 e realizou 4.219 novas contratações, com total de 26.214 funcionários diretos

 

Braço de ensino e pesquisa da FUABC, o Centro Universitário FMABC analisa cerca de 1.000 exames de Covid-19 por dia

Classificada entre as maiores instituições de Saúde do País, a Fundação do ABC divulgou recentemente os dados do balanço de 2020, pelos quais nota-se crescimento de 24,7% das receitas, que partiram de R$ 2,34 bilhões em 2019 para R$ 2,92 bilhões no ano passado. Entre as razões para o acréscimo, a entidade assumiu a gestão plena de três novos equipamentos de saúde, em contratos firmados com o Governo do Estado de São Paulo: Ambulatório Médico de Especialidades (AME) Sorocaba, AME Santos e o Polo de Atenção Intensiva (PAI) em Saúde Mental da Baixada Santista.

No âmbito do enfrentamento à pandemia, a FUABC assumiu protagonismo na gestão de 1.188 leitos exclusivos de Covid-19, sendo 702 de enfermaria e 486 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Além da readequação de diversos serviços e estruturas para receber pacientes suspeitos e contaminados pelo novo coronavírus, a Fundação do ABC também assumiu hospitais de campanha em Santos e Mogi das Cruzes, por exemplo, entre diversas outras estruturas dedicadas ao combate à Covid-19.

No ABC, a entidade assumiu a gestão do Hospital de Urgência de São Bernardo, do Novo Hospital Anchieta e do Hospital de Campanha de São Caetano do Sul, além de apoiar a gestão dos Hospitais de Campanha de Santo André. Na Capital, iniciou o gerenciamento de leitos de UTI, de enfermaria e a área de triagem médica do Hospital Ipiranga, assim como o atendimento de urgência e emergência do Pronto-Socorro Adulto do Hospital Geral de São Mateus Dr. Manoel Bifulco.

O apoio ao Poder Público na batalha contra o novo coronavírus também incluiu a contratação de mão de obra. O quadro de colaboradores da FUABC partiu de 21.995 funcionários diretos em 2019 para 26.214 em 2020 – ou seja, um acréscimo de 19,1%. No âmbito dos fornecedores, a FUABC encerrou 2020 com total de 20.395 – crescimento de 10,65% em relação ao ano anterior.

ENTRE AS MAIORES

Além do enfrentamento à pandemia, a Fundação do ABC está presente em unidades de saúde instaladas em Santo André, São Bernardo, São Caetano, Mauá, Guarulhos, Itatiba, Itapevi, Sorocaba, São Paulo (Capital) e Mogi das Cruzes, além de Praia Grande, Santos e Guarujá. Em 2020, a rede de saúde da entidade realizou mais de 5 milhões de consultas e atendimentos em sua rede de saúde, além de 68 mil cirurgias, 83,5 mil internações e 12,6 milhões de exames e procedimentos.

Com mais de 50 anos de tradição, a FUABC responde pela gestão de 18 hospitais e 6 Ambulatórios Médicos de Especialidades, além do Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) e de uma Central de Convênios, que está à frente de dezenas de unidades nas áreas de Atenção Básica, Saúde Mental, Urgência e Emergência, entre outras.

Divulgada em 2020, edição do ranking “Valor 1000”, do jornal Valor Econômico, listou as 1.000 maiores empresas do País e classificou a Fundação do ABC em 300° lugar. Ao filtrar o ranking por categorias, a instituição do ABC é a 9ª maior do País em sua área de atuação, a de “Serviços Médicos”. Também em 2020, a Revista Exame publicou a 47ª edição especial “MELHORES & MAIORES”, que reconhece o sucesso das empresas que movimentam os mais importantes setores da economia nacional. Entre as 500 empresas listadas, a Fundação do ABC ocupa a 345ª colocação. Em seu segmento, de “Serviços de Saúde”, foi considerada a 17ª maior empresa do País.

ANÁLISES CLÍNICAS

Braço de ensino e pesquisa da Fundação do ABC, o Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC analisa cerca de 1.000 exames de Covid-19 por dia, por meio do Laboratório de Análises Clínicas – credenciado pelo Instituto Adolfo Lutz desde abril de 2020. Desde o início da pandemia, 10 cidades já estabeleceram convênios com a unidade de apoio diagnóstico, entre as quais Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Mauá, Ribeirão Pires, Cajamar, Caieiras, Franco da Rocha, Francisco Morato e Mairiporã.

São analisados cerca de 30.000 exames por mês, sendo 65% do tipo RT-PCR e 35% de sorologia (teste rápido, ELISA e eletroquimioluminescência). Os resultados ficam prontos em no máximo 48 horas, contribuindo tanto para o diagnóstico de casos suspeitos como para o monitoramento de pacientes internados, que seguem realizando exames periódicos para verificação da carga viral.

O Laboratório de Análises Clínicas da FMABC integra a Rede Butantan, apoiando o Governo do Estado no diagnóstico da Covid-19, especialmente das amostras de exames RT-PCR. O setor também participa de inquérito sorológico, com ampla pesquisa pós-vacina dos profissionais de saúde imunizados, e está implantando equipamento sequenciador genético para estudo das principais variantes do novo coronavírus que circulam na região do ABC Paulista.

Idosa de 107 anos deixa Hospital de Campanha de São Caetano curada da Covid-19

Postado por Maíra Oliveira em 24/jun/2021 -

Yumiko Tanaka, natural do Japão, ficou internada durante 16 dias – Foto: Divulgação/PMSCS

“A batchan (avó) tem boa genética”. Foi assim que a neta Ana Carolina Tanaka comemorou a saída da avó, Yumiko Tanaka, de 107 anos, dia 22 de junho do Hospital de Campanha de São Caetano do Sul, onde esteve internada por 16 dias após contrair Covid-19.

Yumiko passou por uma internação por conta de uma pneumonia. Se recuperou, mas o chiado no peito indicava uma crise de bronquite. Precisou tomar antibiótico e, mesmo assim, os sintomas não melhoravam. Sempre acompanhada pela filha, que é médica, e pela neta, perceberam pelo oxímetro que a saturação não estava boa. Procuraram atendimento médico no convênio e, quando foi confirmada a Covid-19, a família, que mora na cidade há mais de 40 anos, optou em procurar o Hospital Municipal de Emergências Albert Sabin. “Desde o momento em que pisamos no Albert Sabin até a alta hospitalar fomos muito bem atendidos e amparados. Foi um momento de apreensão ter que deixá-la no hospital. Ela nunca ficou sozinha”, relembrou Ana Carolina.

A neta contou que desde que a avó chegou ao Hospital de Campanha, no dia 6 de junho, todo dia a família recebia notícias e participava de videochamadas, mas os médicos começaram a perceber que ela estava muito quietinha. “Ela não fala quase nada em português. A comunicação estava muito difícil e ela foi ficando cada vez mais quietinha e sem tentar se comunicar com a equipe. Certo dia, o médico que a examinava percebeu que ela sentia um incômodo no ombro e a levaram para fazer um exame. O ortopedista que a atendeu falava japonês. Foi quando a equipe percebeu que ela se animou e trocou algumas frases”, explicou.

Ana Carolina foi chamada ao hospital para que juntos tentassem uma alternativa de interpretar o que Yumiko sentia ou gostaria de falar. “Decidi fazer cartazes. Fiz mais de 20 frases e cartazes com palavras de incentivos: Força, remédio para você ficar melhor, sua família está te aguardando, entre tantas outras”.

“O apoio da família foi fundamental na recuperação de Yumiko. Com as frases que a neta nos enviou, e com a ajuda do colega como intérprete, percebíamos que ela ficava mais animada e lutando para melhorar logo”, explicou o diretor do Hospital de Campanha, Arthur Felipe Rente. Segundo Arthur, o fato da paciente ser muito ativa e lúcida ajudou bastante em sua recuperação.

Dia 23 de junho foi o tão esperado dia da alta hospitalar. Yumiko deixou o Hospital de Campanha com aplausos de toda equipe que acompanhou sua luta.

Yumiko Tanaka nasceu em 4 de maio de 1914, em Okinawa, Japão. Chegou ao Brasil em 1959, teve seis filhos, seis netos e um bisneto. Uma das filhas, com netos e bisneto, mora no Japão. “Ela tem uma saúde de ferro. Se movimenta bem e sempre foi agradecida por tudo que conquistou. E agora, nós que seremos eternamente gratos por todo cuidado que ela recebeu em nossa cidade e pela vacina, que certamente não deixou que seu estado se agravasse”, afirmou Ana Carolina.

Além de abusar do chá, uma verdadeira arte apreciada no Japão, onde há inclusive cerimônias para tomar a bebida, Yumiko aprecia Coca-Cola, tempurá, pastel e peixes.

Médica do ABC arrecada doações para pessoas em situação de vulnerabilidade social

Postado por Maíra Oliveira em 24/jun/2021 -

Há 7 anos, a neurologista Dra. Margarete de Jesus Carvalho troca os presentes no mês de seu aniversário por doações a instituições beneficentes

 

Iniciativa mobiliza, em média, doação de 1.500 itens como roupas, cobertores e cestas básicas

Professora de Neurologia e coordenadora do Ambulatório de Distúrbios de Movimento do Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), Dra. Margarete de Jesus Carvalho realizará entre 22 de junho e 31 de julho sua tradicional campanha social para arrecadação de doações em benefício de pessoas carentes. Há 7 anos a docente mobiliza alunos, professores, pacientes e toda a comunidade em favor de indivíduos em situação de vulnerabilidade social. Tudo começou em 2015, quando a médica decidiu pedir às pessoas mais próximas que não lhe dessem presente no mês de seu aniversário, mas que fizessem algum tipo de doação. Na oportunidade foram arrecadados mais de 1.500 itens e a campanha anual nunca mais parou. Ano passado, mesmo em meio à pandemia, a médica arrecadou mais de 2.000 itens.

Nas redes sociais, aulas e no boca a boca, Dra. Margarete busca arrecadar roupas em bom estado, cestas básicas e alimentos não perecíveis, medicações, cobertores, roupas de cama, toalhas de mesa e de banho, sapatos, brinquedos, utensílios domésticos (panelas, colheres, garfos, pratos), artigos de higiene (escova e pasta de dente, pentes, sabonetes, xampus), fraldas e livros usados, entre outros itens.

“Tem sido muito gratificante poder ajudar as pessoas que mais precisam. A campanha no mês do meu aniversário começou como algo despretensioso, mas com a colaboração de todos, tomou uma proporção enorme. Por isso continuamos com esse trabalho anualmente, sempre perto do mês de julho, em busca apenas de fazer o bem”, explica a docente da FMABC.

Neste ano, todas as doações serão entregues a pessoas em situação de vulnerabilidade social atendidas pela Casa Ronald McDonald ABC, Instituição Assistencial Nosso Lar e Associação Projeto Shalom, em Santo André, além da Casa São Vicente de Paulo, em São Bernardo.

Interessados em colaborar com a campanha solidária podem deixar as doações nos seguintes endereços:

SCAFO ABC – Escola de Mergulho

Rua Coronel Agenor de Camargo, 160 – Centro de Santo André. Recebe doações de segunda a sexta-feira, das 9h30 às 19h, e aos sábados, das 9h30 às 13h30. Contato: (11) 4990-8966.

Centro Universitário FMABC (Anexo 2/Neurologia)

Recebe doações às quintas-feiras, das 8h às 11h, diretamente com a Dra. Margarete de Jesus Carvalho no Ambulatório de Neurologia.

Universidades brasileiras se unem para descobrir efeitos da Covid-19 na pele

Postado por Maíra Oliveira em 18/jun/2021 -

Estudo é realizado pela Medicina ABC, em parceria com outras quatro universidades e com apoio da Sociedade Brasileira de Dermatologia

 

Infecção pelo novo coronavírus também pode se manifestar na derme

Fadiga, depressão, dificuldade de concentração, dores intensas. Além dos efeitos no pulmão, cérebro e coração já relatados em diferentes estudos, a infecção pelo novo coronavírus também pode se manifestar na derme. Por isso, pesquisadores de cinco universidades brasileiras se uniram para investigar os efeitos do pós-Covid na pele: Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade Federal de Goiás (UFG) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

A pesquisa tem apoio da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e consiste em uma enquete on-line, que busca descobrir como se comportaram as manifestações dermatológicas após a infecção pelo novo coronavírus e a repercussão da Covid-19 em pacientes com doenças inflamatórias crônicas, como hidradenite supurativa, urticária, psoríase, dermatite atópica, hanseníase, entre outras.

A colaboração com o estudo “Aspectos cutâneos da síndrome pós-Covid” é feita de maneira anônima pelo site https://bit.ly/3tyseVk e o preenchimento do questionário leva menos de 5 minutos. Não há necessidade inserção de dados ou identificação pessoal (com informações da SBD e PUCPR).

Estudo da FUABC será apresentado em conferência internacional sobre saúde ocupacional

Postado por Maíra Oliveira em 18/jun/2021 -

Trabalho comparou risco de infecção pela Covid-19 entre trabalhadores que atuam em diferentes esferas da Saúde Pública

 

Trabalho elaborado por profissionais da Fundação do ABC (FUABC) e do Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), em Santo André, foi selecionado para apresentação na Conferência Internacional de Saúde Ocupacional e Segurança Pública (International Conference on Occupational Health and Public Safety), a ser transmitido virtualmente dias 21 e 22 de junho. O tema do evento deste ano é “Conscientização pública e responsabilidades em relação a questões de saúde e segurança”.

O estudo da FUABC comparou o risco ocupacional de infecção pela Covid-19 entre funcionários da Saúde que atuam em unidades de Atenção Primária, Urgência e Emergência, Atenção Especializada e hospitais de campanha das cidades de Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul. Segundo a conclusão, profissionais que atuam em hospitais de referência no tratamento da doença, bem como nas redes de Urgência e Emergência, têm maior probabilidade de serem infectados pelo vírus em relação aos profissionais que atuam em ambulatórios das redes de Atenção Primária e Especializada.

Ao todo foram analisados 945 casos de infecção pela Covid-19. Do total, os pesquisadores concluíram que 828 tinham vínculo com a atividade profissional, 96 não guardavam vínculo com o trabalho e em 21 casos não foi possível concluir a origem da contaminação.

“Ficamos muito honrados em ter nosso trabalho aceito em uma importante conferência como esta. Em meio a tantas perguntas que temos hoje sobre a pandemia, acreditamos contribuir com alguma resposta. A avaliação de riscos ocupacionais ainda carece de muita pesquisa”, disse um dos autores do trabalho, o engenheiro e coordenador do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) da Central de Convênios da FUABC, Dr. Amaury Machi Junior.

Outros autores do estudo são o vice-reitor da FMABC, Dr. Fernando Luiz Affonso Fonseca, o professor assistente da FMABC, Dr. Luiz Carlos de Abreu, a professora do Laboratório de Delineamento de Estudos e Escrita Científica da FMABC, Ítala Maria Pinheiro Bezerra, e o professor do Laboratório de Epidemiologia e Análise de Dados da FMABC, Dr. Fernando Adami. Mais informações sobre a conferência estão disponíveis no site https://crgconferences.com/occupationalhealth.

Em dois meses, Hospital de Campanha do AME Sorocaba atende 48 pacientes com Covid-19

Postado por Maíra Oliveira em 18/jun/2021 -

Pacientes são moradores de 25 municípios do Estado; unidade continua com atendimento ambulatorial e mantém estrutura de urgência separada

 

Unidade funciona com 10 leitos, sendo 8 de UTI e 2 de enfermaria

Instalado no início de abril, o Hospital de Campanha do Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Sorocaba recebeu, em dois meses, 48 pacientes na ala de internação da unidade. O equipamento Estadual é gerido pela Fundação do ABC desde novembro de 2020 e foi selecionado pelo Governo do Estado para reforçar a rede de atenção destinada à internação de pessoas com a Covid-19. O balanço dos atendimentos considera o período entre 9 de abril e 8 de junho.

A unidade funciona com 10 leitos, sendo 8 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 2 de enfermaria, cujas vagas são reguladas pela Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde (CROSS). Os leitos de UTI instalados no equipamento são referência para 48 municípios do Estado. O primeiro paciente foi recebido no Hospital de Campanha na madrugada do dia 9 de abril.

A maioria dos pacientes, 37, precisou ser internada diretamente nos leitos de UTI. Dois ocuparam leitos de Enfermaria e posteriormente foram transferidos para a terapia intensiva, e outros nove só utilizaram os leitos de enfermaria. As principais comorbidades — prevalentes em 36 pacientes — foram a hipertensão arterial, asma, obesidade e diabetes.

A importância regional do serviço pode ser evidenciada pela variedade das cidades de residência dos pacientes que utilizaram ou utilizam o serviço. Ao todo, considerando o período informado, os usuários são moradores de 24 municípios, além de Sorocaba. São eles: Alambari, Angatuba, Araçoiaba da Serra, Boituva, Buri, Capela do Alto, Cerquilho, Ibiúna, Itaberá, Itapetininga, Itapeva, Itararé, Piedade, Pilar do Sul, Porto Feliz, Ribeirão Grande, Salto de Pirapora, São Miguel Arcanjo, São Paulo, Sarapuí, Taquarivaí, Tietê, Tupã e Votorantim.

“O desafio tem sido enorme. Toda a equipe do AME Sorocaba mostrou-se disposta e engajada em fazer parte da solução neste momento tão delicado que vivemos. Além da busca constante às melhores condições para recepcionar os pacientes acometidos pela Covid-19, a equipe mantém o olhar de sempre ao atendimento ambulatorial de excelência, que não foi interrompido”, disse o diretor-geral da unidade, Marcos Paiva de Oliveira.

ADAPTAÇÃO E ESTRUTURA

Originalmente vocacionado aos atendimentos ambulatoriais, que estão mantidos, o AME Sorocaba passou a contar com estrutura completamente apartada para a assistência aos casos de Covid-19. A diretoria da unidade criou um sistema híbrido na unidade, inclusive com entradas diferentes para os pacientes do ambulatório e os casos de internação pela Covid-19. Internamente, os fluxos também não se cruzam, o que garante maior segurança a pacientes, colaboradores e usuários em geral.

Para a abertura do Hospital de Campanha, um tanque de oxigênio específico foi instalado para suprir os 10 leitos de Covid-19, permitindo que a rede própria permaneça em stand by, como backup para qualquer tipo de eventualidade.

Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário adota consultas médicas via telemedicina

Postado por Maíra Oliveira em 18/jun/2021 -

Projeto piloto em presídios tem usado a tecnologia para fornecer atendimento médico na pandemia

 

Desde o início do projeto, já foram feitos mais de 100 teleatendimentos

O Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário, gerido pela Fundação do ABC em parceria com o Governo do Estado de São Paulo, conta desde março com projeto piloto de telemedicina. Hoje, os privados de liberdade custodiados atendidos presencialmente na unidade, localizada na Capital, passaram a ter as consultas de retorno também agendadas em formato on-line, como determina a legislação brasileira.

Desde o início do projeto, já foram feitos mais de 100 teleatendimentos e outros 37 deverão ser realizados até o final deste mês em várias especialidades, como Cardiologia, Clínica Médica, Ginecologia, Dermatologia, Infectologia, Cirurgia Plástica, Cirurgia Vascular, Cirurgia Torácica, Psiquiatria e Urologia. Em junho, o CHSP está ofertando 157 vagas de consultas de retorno pela modalidade, além da oferta de atendimentos presenciais.

Além de dar agilidade ao atendimento dos custodiados, o sistema de teleconsultas contribui para a continuidade do cuidado e economia de recursos, uma vez que evita o deslocamento dos privados de liberdade até o CHSP, que envolve a necessidade de escolta armada e uma complexa logística. Outras vantagens são de viabilizar a renovação de prescrições médicas e otimizar o fluxo de atendimento no ambulatório. Os agendamentos continuarão sendo realizados na medida em que são abertas as vagas.

“Podemos avaliar que, com a menor demanda por consultas presenciais, é possível realizar a otimização das horas médicas, permitindo melhor aproveitamento das vagas disponíveis, uma vez que o absenteísmo para esta modalidade de consulta tende a ser muito baixo. É uma excelente oportunidade para as 178 unidades prisionais otimizarem a assistência à saúde de maneira mais flexível, mais simples em termos de logística e conveniente para os pacientes e para a Secretaria de Administração Penitenciária”, explica a gerente de processos do CHSP, Elaine Cristina dos Santos.