Municípios do ABC celebram “Outubro Rosa”

Postado por Eduardo Nascimento em 17/out/2014 -

Os três municípios instituidores da Fundação do ABC estão engajados neste mês na divulgação de informações e na orientação da população sobre a importância da prevenção do câncer de mama. Trata-se da campanha “Outubro Rosa”, que conta com empenho das prefeituras de Santo André, São Bernardo e São Caetano, assim como da Faculdade de Medicina do ABC e da própria FUABC.

O movimento Outubro Rosa surgiu em 1990 durante a primeira “Corrida pela Cura”, em Nova York, que desde então promove a ação anualmente. Entretanto, somente em 1997 entidades das cidades de Yuba e Lodi, também nos Estados Unidos, começaram a promover atividades voltadas ao diagnóstico e prevenção da doença, escolhendo o mês de outubro como epicentro dos trabalhos. Hoje o Outubro Rosa é realizado em diversos países pelo mundo. No Brasil, a primeira iniciativa nesse sentido ocorreu em 2002, com a iluminação do monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista, na Capital, e daí em diante passou a ser repetido em vários cantos do país.

Segundo tipo de câncer com maior incidência na população feminina mundial e brasileira – atrás apenas dos tumores de pele –, o câncer de mama foi responsável por mais de 13,2 mil mortes em 2011, de acordo com levantamento do Instituto Nacional de Câncer (INCA), que estima para 2014 cerca de 57 mil novos casos da doença no país.

SÃO BERNARDO

Para marcar o Outubro Rosa, a Secretaria de Saúde de São Bernardo preparou programação especial para a prevenção do câncer de mama. As atividades incluem iluminação diferenciada em unidades de Saúde, caminhada e campanha para realização de mamografias e também de exames preventivos para a detecção do câncer de colo do útero.

Durante todo o mês de outubro, quatro unidades de Saúde contam com iluminação especial na cor rosa: o Hospital de Clínicas Municipal (HC), o Hospital Municipal Universitário (HMU), o Hospital Anchieta e a UBS Baeta Neves.

Além da iluminação rosa, a sensibilização da população incluiu caminhada pela Rua Marechal Deodoro, no Centro, organizada em parceria com a ONG Recomeçar é Possível – grupo de apoio às mulheres mastectomizadas de São Bernardo. No dia 18, todas as 33 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município abrirão, excepcionalmente, para atender mulheres interessadas em fazer mamografias e também coleta de papanicolau, que é o exame para identificação do câncer de colo de útero.

SÃO CAETANO

Também São Caetano do Sul, neste mês, ganhou colorido diferenciado. O Palácio da Cerâmica e a imagem de São Caetano, ambos no Espaço Verde Chico Mendes, o Centro Digital, a Câmara Municipal e outras localidades estão iluminadas para celebrar o Outubro Rosa. No dia 19 de outubro, domingo, a partir das 9 horas, a Prefeitura e a Rede Feminina de Combate ao Câncer promoverão grande caminhada, também com intuito de reforçar a importância dos exames preventivos e da conscientização sobre o câncer de mama. A concentração será no Centro Integrado de Saúde e Educação (CISE) João Castaldelli, localizado na Avenida Presidente Kennedy, 2.400, no Bairro Olímpico.

No mesmo dia, também no CISE, a Secretaria de Saúde realizará exames de mama e orientará mulheres acerca do autoexame e das condutas preventivas para a detecção precoce da doença. Além disso, a Secretaria de Esporte e Turismo estará presente para levar atividades físicas aos participantes.

Voluntárias da Rede Feminina receberão doações de bandanas e lenços para a cabeça, que serão encaminhados a pacientes em tratamento oncológico. Quem tiver interesse em doar os acessórios, comumente utilizados por mulheres em tratamento quimioterápico, também poderá fazer diretamente na sede da Rede Feminina (Rua Rafael Corrêa Sampaio, 354, no Bairro Santa Paula).

SANTO ANDRÉ

Em comemoração ao movimento “Outubro Rosa”, o Hospital da Mulher “Maria José dos Santos Stein”, em Santo André, iluminou sua fachada em 7 de outubro. A ação tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama.

A principal via preventiva é a mamografia – uma radiografia das mamas realizada por equipamento denominado mamógrafo. Permite a visualização de pequenas alterações, possibilitando o diagnóstico do câncer em fase inicial. O médico responsável pelo serviço de Mastologia do Hospital da Mulher Maria José dos Santos Stein, Dr. Guerino Barbalaco, alerta que é preciso fazer a primeira mamografia entre 35 e 40 anos. Depois dessa idade, o exame deve ser feito anualmente. “A finalidade do rastreamento mamográfico é identificar um tumor ainda não palpável, quando a possibilidade de cura é de mais de 95%. Em cada retorno anual é importante levar a mamografia anterior para comparar possíveis alterações”, recomenda.

A empresa Tecnolab, com apoio da disciplina de Oncologia e Hematologia da Faculdade de Medicina do ABC, iniciou em 6 de outubro campanhas de orientação em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), UBSs e supermercados, entre outros locais de grande circulação de pessoas. Os trabalhos envolvem os sete municípios da região do ABC.

Em 19 de outubro, a Prefeitura de Santo André e a Secretaria de Política para Mulheres organizam Caminhada de Combate ao Câncer de Mama, com destino ao Parque Celso Daniel. A ação contará com participação do grupo de voluntárias da Associação Viva Melhor.

Interessados em cirurgia bariátrica lotam auditório do Hospital Mário Covas

Postado por Eduardo Nascimento em 17/out/2014 -

Preocupação com a obesidade e doenças decorrentes reuniu 150 inscritos e respectivos familiares, que lotaram o auditório do Hospital Estadual Mário Covas em 19 de setembro. Na oportunidade, os presentes receberam informações de médicos, psicólogos, nutricionistas, nutrólogos, psiquiatras e assistentes sociais sobre a inclusão no programa de Cirurgia Bariátrica desenvolvido pela instituição.

Para participar do evento é necessário se inscrever em período que é divulgado previamente no site do HEMC. Após a palestra, os candidatos devem confirmar o interesse e participar de sorteio para a consulta com o médico cirurgião. A partir da consulta e avaliação médica é iniciado – para os pacientes com indicação da cirurgia – um programa nutricional e de avaliação psicológica e médica até que estejam preparados adequadamente para o procedimento.

O diretor clínico do hospital, Dr. Vanderley da Silva Paula, explica que o processo não é simples. “Nossa preocupação é promover um processo transparente quanto à inscrição e objetivos da cirurgia. O candidato vai participar de um programa que vai prepará-lo para um novo modo de vida no que diz respeito ao regime alimentar e cuidados com a saúde, para que a cirurgia seja bem sucedida em seu objetivo primordial, promovendo melhor qualidade de vida para o paciente”. A equipe multidisciplinar apresenta o máximo de informações sobre todo o processo, destacando compromissos, riscos e benefícios.

No momento, mais de 250 pessoas participam do programa no Hospital Mário Covas. São realizadas, em média, de 10 cirurgias bariátricas por mês. Responsável por organizar a palestra e as inscrições, Lucia Kamikawa – coordenadora do Serviço de Atendimento ao Usuário – explica que é grande a procura para inscrição no programa e, por essa razão, é feita a divulgação do período de inscrição pela internet. “Tentamos facilitar o acesso, mas são milhares de pessoas interessadas, tanto que congestionaram o sistema de telefonia do hospital no último período de inscrição em setembro”.

Os interessados devem acompanhar periodicamente a abertura de inscrição no site www.hospitalmariocovas.org.br/cirurgias.

São Caetano reforma Pronto-Socorro Infantil do Hospital Márcia Braido

Postado por Eduardo Nascimento em 17/out/2014 -

A Prefeitura de São Caetano trabalha para oferecer condições ideais de atendimento aos moradores, nos mais diversos setores de atuação. Dentro desse conceito, o Pronto-Socorro Infantil do Hospital Infantil e Maternidade Márcia Braido passará por reforma. Trata-se de tradicional unidade do município, no Bairro Olímpico, que comporta as especialidades de pediatria, ortopedia infantil, cirurgia infantil, radiologia, fisioterapia, fonoaudiologia, internações pediátricas, UTI Neonatal, centro obstétrico e maternidade. A obra está orçada em cerca de R$ 600 mil, com conclusão prevista para 6 meses. Parte dos atendimentos será feita no hospital vizinho “Maria Braido”.

O secretário de Saúde da Prefeitura, Mario Chekin, destaca que a revitalização das instalações do Márcia Braido irá agregar ainda mais qualidade aos atendimentos da instituição hospitalar. “Em média são 600 crianças que recebemos todos os dias nessa unidade. Temos de acolhê-las muito bem, para que se recuperem e retornem aos seus lares”.

A reforma do Hospital Márcia Braido começa pelo andar térreo e remodelará toda a área de atendimento, recepção, pronto atendimento e entrada de ambulâncias. No 1º andar, as intervenções serão realizadas nas salas de aleitamento, banco de sangue e no espaço de espera para cirurgias. As obras objetivam levar mais conforto aos pacientes, familiares e aos próprios profissionais da Saúde.

Alunos de Medicina têm aula de Cardiologia com Dr. Marcelo Jatene

Postado por Eduardo Nascimento em 17/out/2014 -

Estudantes do 4º ano de Medicina da Faculdade de Medicina do ABC participaram em 12 de setembro de aula com o professor de Cirurgia Cardíaca Pediátrica da Universidade de São Paulo, Dr. Marcelo Jatene. O convite partiu do professor titular da disciplina de Cardiologia, Dr. Antonio Carlos Palandri Chagas, e da docente da instituição – e também irmã do convidado –, Dra. Ieda Jatene, que participou auxiliando na apresentação.

Dr. Marcelo utilizou mais de 30 peças de corações reais para ministrar a aula sobre anatomia cardíaca e detalhar as principais cardiopatias congênitas. “Esses tipos de cardiopatias mereciam pelo menos 6 meses de aulas exclusivas, mas infelizmente a carga curricular das escolas é apertada. Por essa razão, é bom que os alunos tenham essa aproximação”, afirmou Dr. Jatene, que acrescentou: “Nesse tipo de atividade você enxerga melhor os defeitos. Não é só uma aula com apresentação de slides. Os alunos podem manipular. É mais real, quase um workshop. A aula fica mais lúdica e eles podem parar e fazer perguntas. Então eu mostro e não apenas explico verbalmente. Os alunos podem ter aprendizado mais sólido e fixar melhor as informações”, sintetizou o convidado.

Além de docente da FMUSP, Dr. Marcelo Jatene é diretor de Cirurgia Cardíaca do Instituto do Coração (Incor) e gestor de Cirurgia Cardíaca Pediátrica do Hospital do Coração, em São Paulo.

Núcleo Especializado em Aprendizagem da FMABC recebe primeiros residentes em Neuropediatria

Postado por Eduardo Nascimento em 10/out/2014 -

O Núcleo Especializado em Aprendizagem da Faculdade de Medicina do ABC (NEA-FMABC) foi eleito pela disciplina de Neurologia campo de estágio para médicos residentes em Neuropediatria. É a primeira vez que residentes

Elizabeth Sanches, Carina Zaneli, Rubens Wajnsztejn, Alessandra Wajnsztejn, Hee Kyung Oh, Vanessa Horta, Giuliana Salmazo e André Agostinetti

Elizabeth Sanches, Carina Zaneli, Rubens Wajnsztejn, Alessandra Wajnsztejn, Hee Kyung Oh, Vanessa Horta, Giuliana Salmazo e André Agostinetti

acompanham o dia a dia do NEA, que é pioneiro no desenvolvimento de avaliações interdisciplinares de crianças e adolescentes com dificuldades de aprendizagem. A equipe analisa e debate os casos em conjunto, com avaliações e diagnósticos discutidos entre médicos neuropediatras, neuropsicólogos, psicólogos, psicopedagogos e fonoaudiólogos. A partir dos resultados, muitas crianças e adolescentes são encaminhadas para seguimento em terapias especializadas, oficinas profissionalizantes, práticas esportivas e reforço escolar, entre outras atividades.

O estágio da residência médica em Neuropediatria no NEA-FMABC teve início neste segundo semestre, com duração entre 3 e 4 meses, sob orientação do Dr. Rubens Wajnsztejn. Participam dessa primeira edição os médicos residentes Giuliana Franzago Salmazo e André Agostinetti.

“Quando atendemos crianças com dificuldades de aprendizagem, geralmente recebemos relatório. Porém, não sabemos qual o material utilizado nessa análise preliminar ou como a criança é vista no contexto multiprofissional. Temos somente a avaliação isolada de um psicólogo ou psicopedagogo, por exemplo”, considera a residente em Neuropediatria, Dra. Giuliana Franzago Salmazo, que acrescenta: “Foi muito bom ter a oportunidade de conhecer e atuar no NEA, ter acesso na prática aos instrumentos aplicados e saber se todos os parâmetros necessários foram, de fato, utilizados na avaliação. A diferença do atendimento multiprofissional é muito grande. Acredito que cresci profissionalmente e o estágio me completou bastante em algumas áreas”.

De acordo com a médica, hoje o aluno que não vai bem na escola é visto com outros olhos. “Antes, simplesmente era reprovado. Hoje podemos investigar e descobrir os problemas que podem estar influenciando no desempenho. A partir do trabalho multiprofissional, podemos, em muitos casos, propor tratamentos que beneficiem a criança e estimulem o desenvolvimento”, descreve Giuliana Salmazo, ao ressaltar a boa integração estabelecida com a equipe do NEA, com ambiente propício para troca de aprendizados.

O médico residente Dr. André Agostinetti considera que poucas áreas da Medicina trabalham a aprendizagem. “São muito poucos os neuropediatras que dominam as avaliações interdisciplinares no tratamento das dificuldades de aprendizagem. Estar no NEA foi uma oportunidade única. Acredito que são raras as oportunidades como essa, de acompanhar discussões e o trabalho multidisciplinar. Além disso, a seriedade da equipe do NEA-FMABC no trabalho e nas avaliações tornou a experiência ainda mais interessante”.

O Núcleo Especializado em Aprendizagem foi fundado por voluntários em 2007 e hoje é premiado internacionalmente pelo trabalho de avaliação interdisciplinar focada nas dificuldades de aprendizagem e fundamentada em protocolos clínicos supervisionados e atualizados periodicamente. “Quando realizado a partir de avaliação ampla, o diagnóstico possibilita elencar as possíveis dificuldades e habilidades do paciente, oferecer diretrizes à intervenção e, dessa forma, promover prognóstico mais positivo”, garante a coordenadora do NEA, Alessandra Bernardes Caturani Wajnsztejn, que avaliou positivamente o estágio dos residentes em Neuropediatria: “A integração entre os residentes e a equipe do Núcleo foi muito boa, possibilitando grande troca de conhecimentos e aprendizado. Estamos muito satisfeitos com os resultados dessa primeira experiência”.

Hospital e Pronto-Socorro Central adota classificação de risco em São Bernardo

Postado por Eduardo Nascimento em 10/out/2014 -

O Hospital e Pronto-Socorro Central (HPSC) de São Bernardo im­plementou neste ano mudanças no atendimento das situações de urgência e emergência. O serviço adotou o Protocolo de Man­chester, sistema internacional usado para classificar os usuários de acordo com a gravidade do quadro clínico. Agora, quanto mais crítico o estado de saúde do paciente, mais rapidamente ele receberá assistência, conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde.

Em setembro, o Protocolo de Manchester também foi adotado nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) União/ Alvarenga e Baeta Neves. O objetivo da Secretaria de Saú­de do município é que, até o início do primeiro semestre de 2015, as outras sete UPAs já apliquem o novo critério para atendimento, em substituição à ordem de chegada.

A medida visa garantir que pessoas em sofrimento intenso, com risco de morrer ou de ter o quadro clínico agravado, sejam atendidas primeiro. Isso aumenta a confiança do paciente em relação ao serviço – com a garantia de que será imediatamente assistido se estiver em estado grave –, e dá mais segurança aos trabalhadores, por estabelecer parâmetros de atenção.

Ao chegar ao HPSC, o paciente é avaliado por enfermeiros treinados, que constatam as queixas e sintomas e o classificam em uma entre cinco categorias, de acordo com a necessidade de atendimento: vermelha, laranja, amarela, verde e azul. Este procedimento dura em média três minutos e o tempo de espera varia conforme a classificação e com a movimentação na unidade.

Usuários identificados pela cor vermelha representam casos de emergência, gravíssimos, e são atendidos de imediato. Em seguida, a prioridade é dos muito urgentes, de cor laranja, que sinaliza casos graves, com risco significativo e que devem ser as­sistidos o mais rápido possível. O terceiro nível é o das situações urgentes, de gravidade moderada e sem risco imediato, seguido pelos pouco urgentes (verde), que têm condições de aguardar atendimento, assim como os não urgentes (azul), que também podem esperar ou procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS).

“Nosso objetivo principal é salvar vidas, além de organizar o trabalho da equipe. É importante ressaltar que vamos continuar atendendo a todos que procurarem o hospital, mesmo os casos sem complexidade”, explica a superintendente do HPSC, Renata Martello.

O Protocolo de Manchester tem ainda papel educativo. É comum usuários recorrerem a unidades 24 horas para resolver situações de baixo ou nenhum risco, que poderiam ser acompa­nhadas pelo sistema ambulatorial. A expectativa é que esses pa­cientes, com a consolidação do sistema de classificação de risco, optem por utilizar mais a rede de atenção básica, que também está sendo reforçada com a reforma e ampliação de UBSs.

“Além de qualificar a atenção, o Protocolo de Manchester servirá como base para construção do diálogo com o usuá­rio. É mais uma ferramenta para identificar o perfil da nossa demanda para continuar melhorando a estrutura”, avalia a se­cretária municipal de Saúde, Odete Gialdi.

O HPSC atende cerca de 700 pessoas por dia em casos de urgência e emergência em seis especialidades: Clí­nica Médica, Cirurgia Geral, Odontologia, Oftalmologia, Ortopedia e Pediatria. A unidade continua a garantir atenção prioritária a idosos, pessoas com deficiência e gestantes.

Equipes passam por treinamento

Médicos e enfermeiros do HPSC passaram por treinamento sobre o Protocolo de Manchester, realizado em julho pelo Gru­po Brasileiro de Classificação de Risco (GBCR). A organização, de direito privado e sem fins lucrativos, é a única autorizada a formar profissionais, auditar e apoiar a implementação do siste­ma no país. A palestra de sensibilização, que abriu o curso, foi realizada no auditório do Hospital de Clínicas Municipal (HC).

A enfermeira e especialista em gestão, Bárbara Lopes de Brito Torres, coordenadora técnica do GBCR, conta que são inúmeros os benefícios colhidos pelos locais que adotaram o modelo. “Uni­dades foram reformadas e melhor equipadas, a gestão de leitos me­lhorou. O principal beneficiado, sem dúvida, é o paciente”, avalia.

No Brasil, segundo o grupo, cerca de 70 serviços de urgên­cia e emergência utilizam o sistema, na rede pública e privada. Bárbara observa que a mudança nos critérios que ordenam a assistência ganhou, nesses locais, o apoio da população, à medi­da que os esforços do Poder Público foram se convertendo em tratamento digno aos usuários. “O paciente sabe que não vai morrer na fila esperando para ser atendido. Isso faz toda a diferença. Mesmo os que têm que aguardar mais, como no caso dos classificados pela cor azul, têm a segurança de que serão priorizados se precisarem”, explica.

Sistema está presente em 19 países

O Protocolo de Manchester foi criado pelo médico Kevin Mackway-Jones, que trabalhava num hospital de urgências e emergências na cidade inglesa de mesmo nome. Após se debru­çar sobre o perfil dos atendimentos e os índices de mortalidade de pacientes que davam entrada no serviço, ele entendeu que era preciso criar mecanismos de triagem.

Na Inglaterra e em todo o mundo, o fenômeno se repetia: as unidades 24 horas estavam superlotadas e se tornaram inefi­cientes. Já não cumpriam sua vocação, que era assistir situações imprevistas com risco de morte ou agravo à saúde. Com a or­dem de chegada, era comum um usuário resfriado passar pelo médico antes de outro com dor torácica e chance de infarto. Daí a necessidade de reorganizar a fila e disciplinar a demanda.

O método foi implementado em 1997 no Manchester Royal Infirmary e desde então é adotado por unidades de saúde de 19 países, com destaque para Portugal, que tem o sistema em quase 100% de sua rede.

O protocolo se baseia em categorias de sinais e sintomas e pos­sui 52 fluxogramas, selecionados a partir das queixas apresentadas pelos pacientes. Cada um deles contém uma série de discrimina­dores, que vão orientar as perguntas objetivas feitas pela equipe de enfermagem e que permitem a determinação de prioridades.

Os critérios são os mesmos em todo o mundo, de modo que um paciente grave seja identificado tanto no interior da Su­écia quanto em Sergipe, por exemplo. O livro que orienta a prática está na terceira edição. Um encontro anual é feito com representantes de diversas localidades para melhorar os fluxo­gramas e aumentar a exatidão da classificação de risco.

Novidade chega às UPAs Baeta Neves e União/Alvarenga

Três unidades de atendimento de urgência e emergência de São Bernardo adotam o Protocolo de Manchester. Desde o fim de junho, o novo sistema de classificação de risco vinha sendo utilizado no Hospital e Pronto-Socorro Central. Em setembro, passou a ser empregado também nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) Baeta Neves e União/Alvarenga. Nas outras sete UPAs, o protocolo deverá entrar em vigor até o início do primeiro semestre de 2015.

De acordo com a gerente da UPA Baeta Neves, Vanilza Pereira de Lima, 60% dos atendimentos registrados mensalmente na unidade são classificados como de pouco risco.

A nova classificação ajudou a agilizar o atendimento da dona de casa Maria do Carmo Evangelista, que chegou à unidade do Baeta Neves com problemas de pressão arterial. “Minha esposa estava descompensada e já não conseguia falar. Entramos direto na sala vermelha e foi prontamente atendida”, disse o autônomo Reinaldo Pereira Ferreira.

Mesmo quem teve de esperar por atendimento não se queixou do novo sistema de classificação. Foi o caso do digitalizador Renan Barros Oliva, que esperou por 30 minutos para ser atendido pelo médico generalista. “Não vejo problema em um paciente que precisa de cuidados mais urgentes ser atendido na frente”, disse.

Pós-graduação em gestão de negócios em saúde encerra inscrições na próxima semana

Postado por Eduardo Nascimento em 10/out/2014 -

Curso inédito da FUABC será comandado pela Fundação Dom Cabral, eleita a melhor escola de negócios da América Latina e que está entre as 50 melhores do mundo segundo ranking do Financial Times

Terminam na próxima semana as inscrições para a pós-graduação em Gestão de Negócios com Ênfase em Saúde – curso cujo foco principal é a capacitação de gestores em nível de diretoria – como superintendentes, diretores e executivos em geral. A especialização é fruto de parceria inédita da Fundação do ABC com a Fundação Dom Cabral – escola de negócios com 38 anos de tradição e padrão internacional, que conquistou em 2014 o 1º lugar entre as melhores escolas de negócios da América Latina e está entre as 50 melhores do mundo segundo ranking do Financial Times.

Com 10 meses de duração e investimento total de R$ 25,5 mil por aluno, a nova pós-graduação foi criada para suprir demanda crescente da FUABC por mão de obra altamente especializada na gestão de equipamentos de saúde. “Estamos em franca expansão e precisamos de novos gestores para nossas unidades. Por isso decidimos procurar a Fundação Dom Cabral. A partir dessa parceria, pretendemos treinar nosso pessoal e abrir espaço para que profissionais externos se capacitem, tornando-os potenciais líderes para nossos equipamentos de saúde”, planeja o presidente da Fundação do ABC, Dr. Marco Antonio Santos Silva.

Ao todo serão 288 horas em aulas presenciais durante 10 meses, além de 72 horas de atividades a distância e outras 72 horas para elaboração do trabalho de conclusão de curso. Os encontros ocorrerão somente uma vez por mês, em três dias seguidos de aulas – entre quinta-feira e sábado. “A ideia do curso é proporcionar atualização aos gestores da área da saúde, abrir espaço para discussão e troca de experiências. Além disso, os trabalhos de conclusão serão propostas de intervenção. Dessa forma, os alunos deverão apresentar problemas reais, de instituições reais, cujos resultados poderão ser aplicados na prática para melhoria das unidades de saúde”, detalha a diretora de Recursos Humanos da Fundação do ABC, Caroline Saint Aubin.

As inscrições para o curso de pós-graduação em Gestão de Negócios com Ênfase em Saúde da FUABC e Fundação Dom Cabral vão até 17 de outubro. Interessados devem preencher e enviar formulário disponível no site www.fuabc.org.br. Outras informações pelo (11) 2666-5498 ou pelo e-mail selecaofuabc@fuabcorgbrprovis1.hospedagemdesites.ws.

Especialista em Terapia Fotodinâmica do Reino Unido conhece trabalho do Anchieta

Postado por Eduardo Nascimento em 10/out/2014 -

O Centro de Tratamento do Pé Diabético do Hospital Anchieta recebeu em 18 de setembro visita do professor Mark Wainwright, da Liverpool John Moores University, no Reino Unido. Trata-se de especialista que desde 1987 trabalha com vários grupos internacionais no desenvolvimento de fotossensibilizadores e Terapia Fotodinâmica. Em 1988, publicou artigo sobre uso da terapia fotodinâmica com alta eficácia e baixo custo no tratamento de infecções localizadas, provocadas por bactérias, vírus fungos e parasitas – até mesmo cepas bacterianas resistentes a antibióticos mostraram-se sensíveis ao tratamento fotodinâmico. Os resultados inspiraram o cirurgião vascular Dr. João Paulo Tardivo, da Faculdade de Medicina do ABC, a aplicar a técnica no tratamento do pé diabético infectado.

Desde 2011, Dr. Tardivo comanda no Hospital Anchieta o Centro de Tratamento do Pé Diabético, onde oferece a terapia fotodinâmica – que utiliza a luz como base para o tratamento. A maioria dos pacientes chega com feridas abertas nos pés, bastante infeccionadas e que não cicatrizam mesmo após meses de tratamento com antibióticos. A fototerapia começa com introdução de um cateter pela ferida chegando até o osso comprometido. Por esse cateter é injetada solução azulada e sensível à luz, irrigando a região a ser tratada. Pela mesma ferida é inserido pequeno cabo de fibra ótica, que irradia luz ao pé de dentro para fora. “A molécula fotossensível azul capta a energia da luz e leva para dentro da bactéria, onde há oxigênio. Dessa mistura formam-se radicais livres que destroem a célula, combatendo a infecção”, explica Dr. Tardivo. Após o fechamento da ferida, a região continua a ser iluminada, porém externamente com lâmpadas de LED.

Reconhecimento internacional

Ensaio clínico desenvolvido no Anchieta apresentou resultados surpreendentes dos pacientes atendidos, mesmo na presença de infecções graves e frente a casos de osteomielite – quando a infecção penetra no organismo e atinge o tecido ósseo. “Conseguimos salvar da amputação mais de 70% dos pés tratados no ambulatório”, contabiliza Dr. João Paulo Tardivo, que utilizou os elevados índices de sucesso terapêutico para conclusão de Doutorado e publicação de artigos científicos em periódicos e livros internacionais.

Realizado somente no Brasil, o trabalho pioneiro despertou o interesse do professor Mark Wainwright, que em sua passagem pelo Brasil também participou de minisimpósio de Oxigênio Singlete, organizado pelo Instituto de Química da USP.

Em São Bernardo, o docente do Reino Unido foi recebido pelo infectologista e diretor do Hospital Anchieta, Dr. Adilson Cavalcante, pelo professor titular de Angiologia e Cirurgia Vascular da Faculdade de Medicina do ABC, Dr. João Antonio Correa, e pelo próprio Dr. João Paulo Tardivo. Professor Mark Wainright acompanhou uma tarde de atendimentos no ambulatório, assistiu ao tratamento de mais de 15 pacientes e declarou ter ficado “impressionado com a eficiência da equipe e eficácia do método”.

Todos os equipamentos utilizados são de baixo custo e foram desenvolvidos pelo próprio coordenador do centro, que estuda a terapia fotodinâmica há cerca de 15 anos. Em 2004, Dr. Tardivo já havia comprovado os benefícios da técnica em estudo de Mestrado que reuniu pacientes com câncer de pele – 80% responderam ao tratamento, sendo 60% de cura total e 20% de melhora.

Inaugurado em março de 2011, o Centro de Tratamento do Pé Diabético funciona duas vezes por semana e está vinculado ao Grupo de Cirurgia Vascular e à Faculdade de Medicina do ABC. A equipe conta com profissionais das áreas de cirurgia vascular, endocrinologia, ortopedia, enfermagem, psicologia e podologia. Os pacientes são encaminhados pela rede pública municipal. “Também oferecemos suporte educacional e orientações sobre higiene, muito importantes para prevenção de novas infecções. Já são mais de 190 pacientes atendidos”, encerra o coordenador.

Hospital Emílio Ribas do Guarujá inaugura UTI com 10 leitos

Postado por Eduardo Nascimento em 03/out/2014 -

Em exatos três meses de gestão da Fundação do ABC, o Instituto de Infectologia Emílio Ribas II, do Guarujá, acaba de inaugurar Unidade de Terapia Intensiva com 10 leitos, ampliando a atenção de alta complexidade. Já no primeiro dia de funcionamento – em 1º de outubro – a UTI começou a receber pacientes encaminhados pela CROSS – Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde do Governo do Estado.

Hospital estadual vocacionado ao atendimento de doenças infecciosas e parasitárias, o Emílio Ribas II conta com 33 leitos de enfermaria em operação, além dos 10 recém-abertos na UTI. Até dezembro, a Terapia Intensiva terá ampliação de sete vagas, colocando em funcionamento 100% da capacidade instalada da unidade – ou seja, total de 50 leitos de infectologia.

“Contratamos equipes exclusivas de médicos, fisioterapeutas e enfermeiros para atuar 24 horas por dia na nova UTI, além de serviço nefrologia”, revela o superintende do Emílio Ribas II, Reginaldo Reple Sobrinho, que acrescenta: “O hospital foi inaugurado há três anos e nunca contou com Terapia Intensiva. Em apenas três meses à frente da unidade, a FUABC cumpre o contrato de gestão firmado junto ao Governo do Estado e entrega a UTI. Estamos muito satisfeitos com essa conquista e com os resultados obtidos neste início de trabalho. A população do Guarujá certamente é a maior beneficiada”.

O Hospital Emílio Ribas II recebe pacientes encaminhados de hospitais de toda a região da Baixada Santista para o cuidado de diferentes doenças infectocontagiosas, entre as principais HIV/Aids, tuberculose, leptospirose, meningites meningocócicas, complicações por gripe e hepatites. No verão, uma das maiores preocupações é a dengue. “Com o início da UTI, ampliamos nosso campo de atuação e passamos a receber todo tipo de paciente, inclusive casos graves de HIV ou tuberculose, por exemplo, que necessitam de cuidados mais intensos e específicos”, garante Reginaldo Reple.

Estrutura de ponta

A FUABC tem mais de 47 anos de atuação na área de saúde e comprovada eficácia no modelo de cogestão nas políticas públicas de saúde, maximizando a utilização dos recursos financeiros, seja pela redução dos custos relativos, ou, principalmente, pelos resultados sociais alcançados. No Emílio Ribas II, o orçamento previsto para os dois últimos trimestres de 2014 é de R$ 12.454.692,60. Desse total, R$ 9.914.940,00 serão utilizados no custeio das operações e R$ 2.539.752,60 aplicados no investimento em obras, equipamentos e melhoria geral nas instalações hospitalares.

Hoje a unidade conta com cerca de 180 colaboradores e funciona 24 horas por dia ininterruptamente. Além do atendimento médico e de enfermagem, também estão disponíveis exames laboratoriais e de imagem, como raio-x, ultrassonografia e endoscopia. Não há serviço de pronto-socorro. Os pacientes são atendidos mediante encaminhamento coordenado pela CROSS. Os nove municípios que integram a Baixada Santista utilizam os serviços do Emílio Ribas II, totalizando população de dois milhões de habitantes – que pode chegar a sete milhões nos períodos de férias.

Santo André vai reduzir filas com 14.295 novos exames, consultas e cirurgias

Postado por Eduardo Nascimento em 03/out/2014 -

A Prefeitura de Santo André assinou na tarde de 1º de outubro, no prédio do Executivo, termo de compromisso com a Fundação do ABC e com a Faculdade de Medicina do ABC para reduzir ou até mesmo zerar, em alguns casos, filas de espera para exames, consultas e procedimentos em diversas especialidades. Estão previstas 700 cirurgias de catarata até dezembro, por exemplo. No total serão 14.295 atendimentos à população dependente do Sistema Único de Saúde (SUS).

O recurso para os procedimentos, todos executados no Ambulatório de Especialidades da Faculdade de Medicina do ABC, é de R$ 1.211.001,68, oriundo do Ministério da Saúde. A cardiologia, uma das áreas com maior demanda reprimida na rede municipal de saúde, faz parte do rol de serviços priorizados na parceria. Estão programados exames de ecocardiograma transtorácico, holter, mapa, teste ergométrico e consultas cardiológicas, que totalizarão 12.403 atendimentos.

Participaram do ato oficial o prefeito Carlos Grana e o secretário de Saúde, Homero Nepomuceno Duarte, além do presidente da Fundação do ABC, Marco Antonio Santos Silva, e o diretor da Faculdade de Medicina do ABC, Adilson Casemiro Pires. Todos, em cada fala, enalteceram a importância do compromisso firmado para o atendimento da população e, principalmente, do projeto da Pasta para diminuição do tempo de espera.

Para o chefe do Executivo, é a prova do comprometimento do governo com a saúde e a população. Carlos Grana também ressaltou que na peça orçamentária para 2015, encaminhada à Câmara em 30 de setembro, o investimento previsto para área gira entre 28% e 30%. Já o presidente da Fundação do ABC enalteceu a “capacidade da Administração” para buscar recursos para área tão carente.

Atualmente, a Central de Regulação da secretaria de Saúde recebe média de 33 mil guias mensais para agendamento de especialidades diversas. Do montante, o município atende em torno de 21.500 no mês, segundo Maria Aparecida Damaia, diretora de Planejamento. No entanto, vale lembrar que todas as solicitações de urgência têm o agendamento priorizado, ou seja, não entram na fila de espera.

O secretário Homero Duarte avaliou que o conjunto de ações deverá reduzir as filas de espera na rede municipal, inclusive zerá-las em alguns casos – como será o caso da biópsia de próstata, em que a demanda reprimida é de 204 pacientes e a Prefeitura contratou 400 exames junto à FUABC-FMABC. “A área de atenção especializada é um dos grandes gargalos na saúde pública. O SUS tem essa deficiência na oferta de exames”, afirmou o gestor, que também é médico.

Reorganização da Saúde

Técnicos da secretaria de Saúde iniciaram em 15 de setembro a atualização de dados dos usuários que aguardam por procedimentos em Santo André. A expectativa é de que o índice de faltas fique abaixo de 30% – indicador médio registrado nos atendimentos de rotina da rede pública. Em alguns casos, muitos pacientes não foram localizados por mudança de endereço ou do número do telefone.

Para evitar as faltas, a ideia, de acordo com a diretora de Planejamento, é viabilizar atendimento na área de cardiologia em dois sábados – provavelmente em novembro. “É uma forma de conseguirmos triplicar o número de consultas”, apontou Maria Aparecida Damaia.